Não é de hoje que a conduta humana desperta constante questionamento social. E nas relações profissionais não é diferente, nos deparamos com comportamentos considerados antiéticos e desnecessários diariamente. Assim, partindo do princípio em que não existe o “eu profissional” e o “eu pessoal”, nos relacionamos seja no campo pessoal ou profissional norteados por nossos princípios éticos e morais.

Acredita-se que comportamento revela caráter. Há um pensamento de Aristóteles que se encaixa bem em nossa conversa de hoje: “A virtude moral é uma consequência do hábito. Nós nos tornamos os que fazemos repetidamente”. Forte não é mesmo?

Quando trabalhamos com prestação de serviços, nos deparamos com profissionais que ainda ignoram a necessidade de relações profissionais éticas, maduras e responsáveis. Certamente norteados por falácias e induzidos ao erro comum, que acarretam problemas a curto, médio e longo prazo.

Não se pode confundir estratégias de mercado com ações antiéticas. Se as estratégias adotadas por sua empresa estão fundamentadas na necessidade de denegrir a imagem da concorrência, repense. Graças ao amadurecimento do mercado, ocasionado principalmente pela globalização e era digital, passamos a viver em tempos de colaboração e valorização.

Até mesmo a maneira de vender produtos e conquistar clientes mudou, não se trabalha mais a publicidade das empresas como ontem. Veja só: O que a Caloi vende? Se veio a sua mente bicicleta, lamento informar que a Caloi não vende mais esse produto. Essa conceituada marca vende a seus milhares de clientes: qualidade de vida, aventuras, saúde e bem estar. Percebeu a diferença? Verifique as mídias televisivas das empresas de telefonia celular, o que elas estão vendendo? E as instituições financeiras? Perceba que o foco é outro e as boas práticas são valorizadas como nunca.

O fato é, profissionais que não adotarem boas práticas, não optarem por relações éticas e não aprenderem a colaborar, contribuir e valorizar, até mesmo os concorrentes, construirão uma imagem negativa. Nos resta entender e internalizar que ética não é sinônimo de fraqueza e sim atitude de empresas fortes, geridas por profissionais que, acima de tudo, são pessoas responsáveis e preocupadas com a sustentabilidade de um mercado saudável.

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